1, 2, 3,,,, Agora, você vai dormir
Técnicas de hipnose ajudam a
aliviar dores, melhorar a percepção e superar traumas. Matéria do Correio Braziliense,
10 de abril de 2005
Com a Hipnose, Rodrigo curou a
fobia de falar em público e perdeu a vergonha de tocar violão.
Flávia Duarte a idéia de falar em público o apavorava. O suor escorria frio e a bexiga
reclamava.
Para o estudante de administração Rodrigo Filgueiras, 25 anos, isso até não seria um
grande problema não fosse a profissão escolhida.Além disso, sentia-se constrangido para
debater idéias e expor opiniões no trabalho. Decidido a se livrar de tamanho incômodo,
há um ano e meio procurou um hipnólogo. Chegou ao consultório desacreditado. Não
conhecia nada sobre a técnica, mas estava disposto a colaborar e seguir as orientações
do terapeuta.A conversa inicial foi longa e até incomodou. Rodrigo quis saber do
especialista se eram necessárias tantas perguntas e ouviu a justificativa de que aquilo
fazia parte do procedimento.Depois, deitou-se confortavelmente. O som ambiente e a
temperatura agradável ajudavam a relaxar. A voz firme do hipnólogo chegava pausada e
tranqüila.O universitário ouviu que seus olhos pesavam e que seu corpo estava cada vez
mais leve. Sentiu-se realmente assim. Estava em transe. Com a ajuda do terapeuta pôde
recuperar algumas memórias. Voltou aos seis anos de idade e descobriu que nessa época
foi severamente repreendido por uma professora diante da turma. Pronto! Ali estava a
possível explicação para seu medo de falar diante de uma platéia.Rodrigo foi induzido
a entrar num estado alterado de consciência, estágio intermediário entre o sono e a
vigília. Ele foi hipnotizado. É assim que funciona. A sensação é de relaxamento
máximo, de desligamento entre corpo e mente. Braços e pernas parecem mais pesados, o
corpo aparentemente está sem domínio. Nesse momento, porém, a mente permanece em
funcionamento e o hipnotizado está acordado. Ele consegue ouvir e responder a todas as
orientações do terapeuta, é capaz de lembrar do que aconteceu durante a sessão e ainda
tem o poder de pôr fim ao estado de letargia em qualquer momento que desejar.A
hipnose nada mais é do que uma imaginação acreditada. Com o estado emocional alterado,
a pessoa se torna mais receptiva a informações e muda seu foco de atenção,
explica o médico Jairo Mancilha, diretor do Instituto de Neurolingüística Aplicada e
membro internacional da Sociedade Americana de Hipnose Clínica. Por essa definição é
possível afirmar que todas as pessoas entram em transe várias vezes por dia.
Você já teve a sensação
enquanto estava lendo um livro de que não existia nada a sua volta a não ser o cenário
descrito pelo autor? Outro exemplo seria o de quem passa muitas horas dirigindo em uma
auto-estrada e perde a noção do que está fazendo.O mesmo acontece durante uma sessão
de hipnose. A diferença é que nesse momento há um condutor para ajudar a alcançar esse
estado natural de funcionamento do cérebro. Por meio de palavras, música, repetições,
sugestões de imagens visuais ou até mesmo com a ajuda do famoso pêndulo, o terapeuta
induz o paciente ao relaxamento. A partir daí, ele utiliza os próprios recursos
internos que facilitam o acesso ao inconsciente e aos traumas, explica doutor
Mancilha. Na prática, a pessoa voltaria às lembranças da infância, reais ou não, e
descobriria em qual momento da sua vida viu desencadear a fobia por ratos ou a gagueira,
para citar dois exemplos. Uma vez detectada a causa do trauma, o hipnólogo
reprograma o cérebro do paciente para anular esse sentimento ou atitude.
Na maioria das vezes, as fobias são desencadeadas por coisas simples que
aconteceram e não foram bem resolvidas.Foi o que aconteceu com Rodrigo Filgueiras,
que conta ter voltado do transe com a sensação de que nada tinha mudado. Mas na
primeira oportunidade que surgiu de falar em público, senti que não tinha mais o
problema, conta o estudante. Hoje, diz fazer coisas que sequer imaginava no passado,
como tocar violão para muitas pessoas. Agora, dá aulas particulares e até ingressou no
Clube do Choro. As técnicas de respiração e autoconhecimento empregadas pela hipnose
também ajudam o paciente a modificar uma forma de pensar e viver melhor no dia-a-dia.
Foi por essa razão que a artista
plástica Sônia Guerra, 64 anos, procurou o método para extravasar a criatividade na
hora de pintar. Há seis anos, fez sua primeira sessão e em transe descobriu que poderia
dar vazão a imaginação enquanto trabalha. Aprendi a relaxar e quando pinto parece
que estou mergulhada ali. Você se libera mais, o subconsciente vem à tona e a razão
não te limita, relata Sônia.Sônia Guerra num transe hipnótico conduzido pelo
terapeuta. Com o método, a artista plástica diz ter aperfeiçoado sua pintura.
Com a hipnose eu trouxe
harmonia para dentro de minha casa. Ajudo os meus filhos com os estudos e com as coisas
deles. Pude diminuir meus medicamentos para hipertensão e artrose, e meu médico ficou
impressionado com o meu progresso. Meu marido é meu namorado de novo. Tudo
melhorou!
Cleide Hüber 41 anos Dona de casa.
Parei de pôr a culpa nos outros. Programei o meu subconsciente para o sucesso e
refinei as minhas estratégias de comunicação. Estou ganhando muito mais dinheiro e
fazendo dos meus clientes amigos. Muito obrigado!
Claudemir Marini 34 anos Corretor de Imóveis.
Entro em relaxamento e auto-hipnose direto e isso mantém a minha mente clara e
afiada. Eu me sinto mais vigoroso, pronto para a ação. É uma sensação muito
gostosa!
José Luís Damasceno 19 anos Universitário.
Emagreci 18 quilos e estou plenamente satisfeita comigo. Aplicando o que eu aprendi de
auto-hipnose lido melhor com a ansiedade, me alimento de forma saudável e pratico
ginástica. Agora consegui educar a minha mente e o meu corpo.
Elaine Vieira 27 anos Pedagoga.
Eu não acreditava em hipnose. Pensava que era tudo armação! Experimentei e fui
fundo! Agora eu me sinto mais seguro e sei que vou me dar bem no vestibular deste ano e em
tudo o que eu fizer! Victor Moreira - 20 anos Estudante. |